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Tutores que deixam animais soltos serão punidos através do Ministério Público. (Foto: Jornal de Uberaba)
O número de ocorrências envolvendo acidentes com animais nas rodovias aumentou 10%, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Uberaba (MG). Ainda segundo a PRF, animais soltos na pista representam a segunda maior causa de acidentes nas rodovias. Os dados indicam que o aumento de ocorrências com feridos foi de 102% este ano.
A PRF adverte que, por conta do aumento dos acidentes, os policiais estão acionando o Ministério Público para punir os tutores dos animais.
Conforme o veterinário Cláudio Yudi, no Hospital Veterinário de Uberaba, de cada dez animais atropelados socorridos, sete morrem. A maioria, segundo o veterinário, sofre politraumatismos, sendo que, entre os mais atropelados, estão mamíferos, como o Lobo-Guará; e aves, como Seriemas e até Periquitos. “O número de animais atendidos no Hospital Veterinário de Uberaba aumentou. O total de atendimentos, entre consultas particulares e animais entregues pela Polícia Ambiental, somou 327 em 2011, uma média de 27 por mês. Já em 2012, foram 293 atendimentos até setembro, o que representa uma média de 32 casos por mês. E entre as causas que mais levam os animais para o hospital estão os traumas provocados por acidentes nas estradas”, revelou.
O veterinário avalia que o aumento do tráfego de veículos nas estradas, a abertura de estradas em reservas ambientais e o avanço na agropecuária aumentam o número de casos de animais machucados.
Remadores na Universidade de Cambridge foram acusados de matar com seus remos filhotes de patos de 3 semanas, durante as competições universitárias conhecidas como “Trombadas de Maio”. As informações são do Daily Mail.
O evento anual no rio Cam convoca graduandos de universidades rivais para baterem seus botes uns nos outros, e assim chegar ao primeiro lugar.
Residentes locais, no entanto, reclamaram que os botes estavam passando por cima de grupos de patos jovens.
Lee Culley, 44, que mora em um barco no rio disse que testemunhou pelo menos dois filhotes de patos serem mortos durante uma corrida.
Ele também disse que viu outros pássaros mortos e uma pata procurando seus filhotes. “Foi nojento”, afirma. “Eles aceleravam para cima dos patos apesar de eu ter gritado com eles, avisando que os patos estavam no caminho”.
“Eles continuaram seguindo e os remos bateram no grupo de patos, matando dois. Os patos tinham apenas 3 semanas de vida. Um outro morreu no dia seguinte, e sua mãe continua voltando ao meu barco, à procura de seus filhos. Estou preocupado pela vida selvagem. Não há mais muitos deles aqui no rio porque há muitos remadores”.
As “Trombadas de Maio” aconteceram este ano durante 3 dias, de quarta à sexta-feira.
O Clube de Barcos da Universidade de Cambridge, que promove o evento, disse: “Tomamos todas as precauções para que o distúrbio à vida selvagem seja o menor possível, e para que os patos e outras aves aquáticas fiquem longe do caminho dos barcos. Na verdade, a largada da divisão masculina na quarta-feira foi atrasada em 15 minutos por causa de uma família de patos, que foi levada para longe do perigo.
Lamentamos muito ao ouvir sobre o incidente visto pelo senhor Culley, e agora seremos ainda mais vigilantes. A comunidade de remadores, os barqueiros do grupo Conservadores do Cam e a associação de Direitos dos Animais de Cambridge se encontraram e formaram o Grupo de Usuários do Rio Cam para discutir questões relacionadas ao uso do rio e sua vida selvagem”.
As “Trombadas” começaram por volta de 1820 como uma maneira de permitir que diversos grupos de remadores de universidades pudessem competir ao mesmo tempo no rio estreito.
Ao invés de remarem um ao lado do outro, as equipes são espalhadas ao longo de um trecho do rio, com uma distância de 27 metros entre seus botes.
O objetivo das “trombadas” é alcançar e trombar com a equipe da frente, sem ser atingido por trás por outro barco.
A amputação ou corte da cauda de cachorros para fins estéticos está proibida no Brasil. A notícia foi divulgada na última sexta-feira (21) pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CMFV), que determinou por meio da Resolução nº 1027, de 18 de junho de 2013, a proibição da prática de caudectomia quando a justificativa for meramente estética.
Uma resolução do conselho já proibia a cordectomia (cirurgia que retira as cordas vocais dos animais), a conchectomia (para levantar as orelhas) e a onicectomia ( extração das unhas de gatos) desde 2008, mas apenas recomendava que a caudectomia não fosse feita
Agora é oficial
Segundo nota publicada pela Assessoria de Comunicação do CFMV, o veterinário que descumprir a norma está sujeito a processo ético-profissional e pode perder o diploma.
A decisão do CFMV pode salvar muitos cães desta prática de mutilação estética desnecessária que causa dor e problemas de saúde ao animal. Cortar de um cão uma parte de seu corpo como a cauda pode causar, por exemplo, infecções na coluna.
Agora que a resolução foi determinada, a sociedade deve ajudar na fiscalização e denunciar caso saiba de veterinários que estão descumprindo a norma. De acordo com o Presidente do CFMV, Benedito Fortes de Arruda, a população pode procurar o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) de seu Estado para denunciar a prática. Segundo Arruda, amputar parte de um animal por motivo torpe é inadmissível.
Raças como Cocker Spaniel, Pinsher, Poodle, Pitbull, Rottweiller e Doberman são alvos comuns do procedimento. Os criadores praticam essa violência nos animais ainda filhotes, recém nascidos, com a desculpa de manter “características da raça”. Muitos exploradores mutilam os animais em casa, em condições precárias.
A caudectomia será permitida em casos específicos como câncer ou doença grave em que haja necessidade e benefício por parte do animal. A cauda faz parte do corpo do cachorro e cortá-la é uma crueldade, pois retira dele um importante meio de expressão.
O final de semana foi de festa para mais de 80 sobreviventes da chacina de Santa Cruz do Arari, em Marajó (PA). Os cães passaram 15 dias sem comer numa ilha afastada e muito pobre onde foram deixados para morrer. Alguns ainda tinham patas e focinho amarrados com arame farpado quando foram encontrados pela equipe de resgate. A viagem de volta ao continente foi difícil. Horas de barco e depois mais algumas de caminhão até chegar ao abrigo da protetora Raquel Viana, em Outeiro, onde foram imediatamente vacinados pelo CCZ de Belém. No sábado, dia 22, os cães tomaram seu primeiro banho com a ajuda de veterinários e voluntários da região. “Alguns pareciam sorrir com nossos cuidados. O abrigo já estava lotado com outros 300 animais e não havia baia para eles. No entanto, o interessante é que não tivemos problemas com brigas mesmo mantendo-os soltos num único saguão. Desde que chegaram dormiram uns sobre os outros em paz, como que compartilhando de um mesmo sentimento de gratidão”, conta Raquel.
Raquel Viana com uma cachorrinha sobrevivente, a direita.
Mas esse não foi o único motivo de alegria de quem se empenhou no salvamento dos cães. Teve até bolo para comemorar o afastamento por 90 dias, por medida cautelar, do prefeito de Santa Cruz do Arari, Marcelo Pamplona, acusado de mandar exterminar os animais pagando de R$ 5 a R$ 10 a quem os capturasse pelas ruas. As cenas de caça chocaram o país. Por conta do valor oferecido, alguns animais que já tinham lar também foram sequestrados de suas casas. Alguns deles foram atirados no Rio e outros abandonados na Ilha do Francês, onde vive uma população ribeirinha extremamente carente. Os sobreviventes já estavam pele e osso quando a ajuda finalmente chegou. Uma cachorrinha não resistiu, mas muitos casos demonstraram a vontade de viver desses cães que tanto sofreram.
Para ajudar o abrigo que deverá, daqui para a frente, manter os sobreviventes do massacre de Arari até que se recuperem e possam ser colocados para adoção, as contas são:
Itaú
Agência 1573
Conta Corrente 37509-2
Allan Maues Menezes
CPF 015.746.242.02
Agência 1573
Conta Corrente 37509-2
Allan Maues Menezes
CPF 015.746.242.02
Banco do Brasil
Agência 1882-1
Conta Poupança 6164078-6
Laydes Martins
Agência 1882-1
Conta Poupança 6164078-6
Laydes Martins
As contas divulgadas na matéria da semana passada, que tratou do resgate dos cães, também são válidas e o dinheiro, segundo o resgatante Correa do Mel, está sendo utilizado nos gastos com a operação e manutenção dos cães que continuam sendo resgatados. Outros 20 foram retirados da Ilha do Francês e restam mais alguns. Um vídeo foi feito reunindo diversas fases e fotos do resgate dos 82 cães entre os dias 11 e 16 de junho. Pode ser visto abaixo:
O Conselho Municipal de Toronto, no Canadá, votou pelo fim da venda de cães e gatos nos pet shops da cidade na última quarta-feira, tornando-se a segunda cidade do país a fazê-lo. As informações são do jornal canadense CityNews Toronto.
“Você não poderá mais comprar cães em uma loja de animais”, disse o vereador Glenn De Baeremaeker.
Glen apresentou a proposta pelo fim das vendas de cães e gatos em pet shop em maio, argumentando que muitos dos animais à venda nessas lojas são provenientes de fábricas de filhotes.
“A crueldade animal tem que parar”, acrescentou Glen.
No início deste ano, o conselho votou para restringir a venda de cães e gatos em pet shops desde que provenientes de abrigos, CCZ e criadores certificados.
Atualmente, nenhum cão ou gato poderá ser vendido em pet shop, não importando a procedência
Toronto se torna a segunda cidade canadense à restringir a venda de animais em pet shops. A cidade de Richmond, da província de Brithish Columbia, passou a proibir a venda de cães e gatos em pet shops desde 2010.
Um pet shop já havia adotado anteriormente essa política de conduta.
“Optamos por não vender gatos ou cães”, disse o gerente da Menagerie Pet Shop, Kaelo Gallagher.
“Nós não acreditamos que uma loja de animal de estimação é um ambiente saudável para cachorros e gatos. Eles precisam de espaço e de exercício. Nós sabemos que muitos dos cães que entram em lojas de animais vêm de fábricas de filhotes,” acrescenta Kaelo.
O conselho ainda definiu que as lojas podem ceder espaço para abrigar animais resgatados e promover a adoção de animais.
Os opositores da lei municipal dizem que, se os clientes não podem conseguir o que querem em uma pet shop de Toronto, eles irão a procura de cães e gatos em lojas de outras cidades.
Nota da Redação: “Fábricas de filhotes” são lugares destinados à reprodução para o comércio de animais em massa, estando o lucro em um patamar mais elevado que o bem-estar do animal. Os animais procriadores vivem em terríveis condições. Geralmente passam a vida em gaiolas pequenas e sujas, sem o contato com pessoas. Passam fome, não recebem atendimento veterinário e são vistos como coisas, vivendo em situação deplorável. As fêmeas procriam a cada cio e quando não conseguem mais atender a demanda são descartadas como lixo, e outro animal é colocado em seu lugar. A venda de animais por si só, seja ela em pet shops ou canis/ gatis, transforma animais em mercadoria, em objeto negociável. Não apenas cães e gatos, mas quaisquer animal merece ser tratado como um ser senciente, e não como fonte de lucro.
Os defensores dos animais marcaram presença no Manifesto na Praça Sete em Belo Horizonte (MG). Juntos com o Movimento Ambientalista (Movimento Manuelzão, AMDA, etc) partiram da Avenida Brasil com Carandaí, seguiram pela avenida Brasil e desceram a avenida Afonso Penna, até a Praça Sete, onde se juntaram com os demais grupos manifestantes que reivindicavam políticas públicas para a proteção animal.
Estiveram lá defensores independentes, representantes dos grupos e ONgs de defesa animal como o Núcleo Fauna de Defesa Animal, Cão Paixão, Movimento Mineiro pelos Direitos Animais, Gato Uai, Movimento Mercado Central Sem Animal, Batalha Animal entre outros.
Além do aumento das penas para os crimes contra os animais, foram reivindicados a extinção do comércio de animais no Mercado Central, criação do Hospital Veterinário Público, criação de uma estrutura para resgates de animais em situação de risco nas ruas, criação da Coordenadoria Municipal Defesa Animal, criação da Guarda Municipal Ambiental para combater os maus-tratos aos animais e a regulamentação da Lei das carroças em BH.
Em Paranavai, no Paraná, o grupo Apra manifestou seu apoio à guarda responsável de Animais e participou da manifestação da cidade representando os animais.
Contra o tráfico de animais
Na última quinta-feira, foi realizado na Praça da Matriz, no Centro de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, um protesto realizado pelos alunos do colégio Jaime de Camargo, localizado no bairro Cotiara. A ação faz parte de um projeto contra o tráfico de animais silvestres onde, para representar o sofrimento desses animais, os alunos se colocaram dentro de gaiolas e arapucas, no meio da avenida mais movimentada da cidade, para chamar a atenção das pessoas e conscientizá-las sobre o crime de captura e venda de animais silvestres para serem transformados em animais domésticos.
De acordo com o Robson Correira, professor de biologia e mentor do projeto, em entrevista ao A Voz da Cidade, a ideia é despertar a atitude das pessoas com essas imagens chocantes e fazê-las compreender que um animal não vive feliz dentro de uma gaiola
Cachorro foi encontrado desnutrido e machucado em Guarujá (Foto: Josimar Frazão/Prefeitura de Guarujá)
Uma denúncia feita por meio das redes sociais levou a Diretoria de Vigilância em Saúde de Guarujá, no litoral de São Paulo, a encontrar um cachorro maltratado na cidade. O animal estava machucado e desnutrido.
O diretor de Vigilância em Saúde, Marcos Antonio Chagas, entrou em contato com os outros agentes da Prefeitura e organizou uma força tarefa composta pela Polícia Ambiental, Vigilância Sanitária e a Zoonose. Eles foram até o endereço indicado nas redes sociais, uma residência localizada no bairro Morrinhos II.
Quando chegaram no local, o veterinário do Centro de Zoonoses encontrou o cachorro da raça pastor Alemão. O profissional fez uma avaliação e concluiu que o animal estava abaixo do peso e com a orelha direita machucada, sem cuidados específicos e em um local sem condições apropriadas para viver bem. O tutor do cachorro disse a equipe que retirou o animal da rua para cuidar dele, mas não tinha lugar em sua casa e acabou colocando o cachorro no terreno próximo a sua residência.
A Vigilância em Saúde deu um prazo de cinco dias para o tutor do animal regularizar as condições junto a Zoonoses, onde o cachorro terá os devidos cuidados veterinários, será vermifugado e castrado.
Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu
Cerca de 150 pessoas participaram de um ato público na manhã deste domingo (23), no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.
Entidades e ambientalistas protestaram em defesa ao meio ambiente. O grupo entregou panfletos em quatro idiomas para explicar aos turistas o motivo da manifestação.
“Uma série de pessoas vieram até o parque fazer a defesa da manutenção do Parque Nacional do Iguaçu, que está com a integridade ameaçada com a abertura da Estrada do Colono”, disse o presidente da Associação de Defesa e Educação Ambiental de Foz do Iguaçu (ADEAFI), André Alliana.
André afirmou que com a abertura da estrada, uma das áreas mais sensíveis do parque será afetada. “Vai acabar com 5% do parque. O problema é que é 5% bem ao meio do parque. Os animais vão acabar deixando de transitar nesse espaço. Acaba tendo a perda de uma biodiversidade muito grande”, complementou.
Sobre a Usina do Baixo Iguaçu, ele disse que a preocupação é como o processo construtivo, não vai impactar o parque, já que está a 500 metros da reserva.
Foto: ICMBio / Parque Nacional do Iguaçu
“A usina é uma ameaça principalmente na sua construção. E como construir uma usina desse porte a 500 metros do parque? A quantidade de equipamento, gente, maquinários, e dessa distância? Obviamente que o empreendimento desse tamanho é algo que vai impactar”, assegurou.
Alliana também informou que as entidades e ambientalistas vão continuar fazendo atividades para chamar a atenção das autoridades até que os problemas sejam resolvidos.
Tigres explorados em números de apresentações do Circo Rey Gitano. (Foto: Reprodução/ Youtube)
Nos últimos meses, circos que exploram animais parecem estar entre os assuntos mais comentados pela mídia global quando se fala em direitos animais. Desde o começo do ano, municípios de diversos países como Goiânia, no Brasil e Vitória e Ourense, na Espanha aprovaram leis que libertam animais de circos e espetáculos. Em abril, a Inglaterra anunciou que a proibição de espetáculos com animais selvagens começa a valer em 2015. Na Colômbia, uma lei proibitiva foi aprovada no início deste mês de junho. Fora os protestos pedindo o fim de espetáculos com animais, que acontecem com frequência em países como Estônia, México, Porto Rico, Estados Unidos e outros. A mais recente notícia vem da Guatemala. O portal Terra publicou nesta quarta-feira (19) que o governo da Guatemala retirou do circo Rey Gitano o título de Patrimônio Cultural Intangível após denúncias de supostos maus-tratos e exploração dos animais usados em seus espetáculos.
O Ministério de Cultura e Esportes disse em um comunicado que revogaria o título conferido ao circo em 2012. Durante uma análise, ficou determinado que o circo Rey Gitano, propriedade do guatemalteco Hugo López, não cumpre com os requerimentos necessários para ser considerado Patrimônio Cultural Intangível da Nação.
O título havia sido concedido em 2012 por terem considerado que o circo levava entretenimento à população, mas recentemente organizações civis que lutam pelos direitos animais denunciaram que os mesmos são explorados e maltratados nestes espetáculos.
A vice-ministra de Patrimônio Cultural, Rosa María Chang, explicou que uma petição de várias organizações civis fez com que o título fosse revisado, e foi decidido por sua anulação.
No circo Rey Gitano, segundo a reportagem do Terra, 90 animais, entre selvagens e domésticos, são explorados. No último dia 7, o proprietário do circo foi multado com 1.500 quetzales (equivalente a 192,30 dólares) no município de Villa Nueva por maltratar os animais que exibe. Além disso, o município solicitou ao Conselho Nacional de Áreas Protegidas que abra uma investigação para averiguar as irregularidades.
Esta pode ser uma oportunidade para que a Guatemala reveja sua legislação sobre espetáculos com animais, e liberte da escravidão e do sofrimento centenas de seres sencientes vítimas da indústria do entretenimento.
O prefeito de Sabará (MG), Diógenes Fantini divulgou em nota a revogação da decisão de suspender a parcela de R$ 15 mil da verba destinada á Associação Sabarense Protetora dos Animais e da Natureza (ASPAN). A declaração foi lida durante o programa Chamada Geral, da radio Itatiaia, na tarde de quinta-feira (20).
A prefeitura do município optou por suspender o recurso repassado há 12 anos para a associação, que resgata, presta atendimento veterinário e encaminha os animais abandonados de Sabará para adoção. Apesar do trabalho de cuidar dos cães ser obrigação do poder público, a atual administração havia declarado que o repasse não mais seria realizado.
Em março de 2013 a prefeitura já havia indeferido o pedido da ASPAN para a liberação do recurso mas, após a entidade provar que a justificativa apresentada não era sustentável, o processo havia sido reaberto pela Secretaria Municipal de Saúde. Desde aquele período, há quase três meses, ele está sobre a mesa do atual prefeito aguardando a liberação.
Segundo a vice-presidente e fundadora da Aspan, Vera Lúcia Ferreira Pinto, a suspensão do repasse para a organização foi motivada por uma disputa política. “Meu filho foi secretário na gestão anterior e sou cunhada de um antigo adversário do atual prefeito. Acredito que a verba não está sendo repassada por uma perseguição política”, argumentou Vera.
A ONG abriga hoje cerca de 123 cães resgatados do abandono que, se não recebessem o auxílio municipal, seriam devolvidos às ruas da cidade.
“A verba é usada para comprar ração e medicamentos para os animais. Sem a verba, a ração está no fim e não vamos deixar os cães morrerem de fome dentro do abrigo. Não temos como manter os animais e aí a alternativa é devolvê-los às ruas da cidade”, ressaltou Vera. Um protesto e caminhada até o prédio da Prefeitura havia sido organizado para o último sábado, 22 de junho, às 9 horas, saindo da Praça no Melo Viana, Centro Histórico de Sabará, com a presença de voluntários da proteção animal de várias ONGs, representantes da ONG Movimento Mineiro de Defesa dos Animais e de outras entidades de Belo Horizonte, Caeté e Lagoa Santa, além de dezenas de animais que estão no abrigo. Com o anúncio da decisão do prefeito de repassar a verba, a manifestação foi cancelada.
Situação do abrigo
Segundo Vera, todas as cadelas abrigadas na ONG estão castradas e todos os animais, machos e fêmeas, estão vermifugados, vacinados e com exame de leishmaniose negativo. Os animais foram recolhidos das ruas doentes, receberam tratamento e, após curados, permanecem no abrigo até a adoção. A ASPAN realiza diversas feiras de adoção, inclusive em shoppings de Belo Horizonte.
A ONG presta contas dos seus atos e está com a documentação atualizada. Em 12 anos de trabalho, a Associação Sabarense Protetora dos Animais e da Natureza (ASPAN) esterilizou aproximadamente 12 mil cães. Com isso, estima-se que mais de 300 mil animais deixaram de nascer em Sabará nesse período.
O projeto colabora para a diminuição do número de cães nas ruas e, consequentemente, para o surgimento de doenças que infectam animais humanos e não humanos. Além de recolher, tratar, vacinar, vermifugar e castrar os animais, a ASPAN promove campanhas de adoção dos animais. Outro serviço prestado pela entidade é a consulta, orientação e distribuição de medicamentos gratuitamente aos tutores de animais que, comprovadamente, não têm condições financeiras de adquiri-los.
O abrigo da ASPAN foi construído pela vice-presidente Vera Ferreira em sua propriedade particular, com recursos próprios, além de uma clínica veterinária e um canil para animais doentes e abandonados. Para conhecer melhor a organização, acesse sua página oficial no Facebook.
Em Los Angeles, um dos maiores pólos de migração latina nos Estados Unidos, o mercado de produtos veganos está crescendo de uma maneira bem animadora. Trata-se de uma cidade conhecida pela consciência corporal (tanto em questão de saúde quanto de estética), ambiental e também pelo poder dos negócios. As celebridades abraçando a causa também estimulam esse crescimento, que está estabelecendo uma vibrante subcultura.
Além da alimentação sem carne, organizações e eventos relacionados aos vegetarianos também estão desembarcando na cidade. Tudo isso está contribuindo muito para que a cidade californiana se transforme em um verdadeiro epicentro da cultura vegana. E isso é reconhecido até mesmo por organizações veganas de todo o mundo, como é o caso da publicação VegNews.
Atualmente, o veganismo denota uma verdadeira identidade para boa parte dos angelinos (os habitantes de Los Angeles). Apesar de apenas 2% dos moradores da Califórnia se considerarem veganos em 2010, nota-se um verdadeiro aumento na quantidade de pessoas que opta por abandonar a carne e outros produtos oriundos do sofrimento animal de suas vidas.
Responsáveis pelo Vegan Outreach ainda dizem que o movimento está crescendo muito mais rápido do que pensava-se ser possível. O número de pessoas aderindo ao veganismo é um cenário animador e que estaria “realmente encorajando os veganos quando se olha para uma perspectiva ainda maior”.
Um dos principais polos dos veganos em Los Angeles é a rede Native Foods, que oferece alimentos livres de crueldade para os consumidores e o faz com muita beleza visual. Com isso, os produtos não ficam muito diferentes de suas “inspirações visuais onívoras” e acabam cativando até mesmo pessoas que não são vegetarianas.
Filhote de apenas 5 meses vivia como animal doméstico e foi resgatado pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres.
Uma suçuarana fêmea de cinco meses foi resgatada em cativeiro no interior do Amazonas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) fez o resgate do bicho, que estava sendo tratado como animal doméstico.
O felino não poderá voltar ao seu habitat natural porque já passou por cativeiro, o que impossibilita sua sobrevivência fora dele.
Gretchen, como a filhote foi batizada agora ganhou um lar provisório, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Rondônia e aguarda que um zoológico ou alguma instituição especializada a adote.
A oncinha é alimentada com duas porções de 200 gramas de carne misturada com leite ao dia. Quando ela estiver maior, a partir dos seis meses, o leite será excluído e ela será somente carnívora.
Há cerca de um ano houve um caso parecido no Cetas, centro implantado pela usina Santo Antônio Energia. Uma outra suçuarana macho, batizada de Dodge, foi encontrada pelo Ibama a partir de uma denúncia. Hoje o animal se alimenta com seis quilos de carne por semana, sendo divididas em três porções diárias – e seu peso é de mais de 30 quilos.
Nota da Redação: Este animal é mais uma vítima da ignorância humana, que insiste em querer aprisionar seres que deveriam viver livres na natureza. Foi retirado de seu habitat natural, levado para um cativeiro e agora deverá viver o resto de sua vida preso. Este crime grave não pode ficar impune.
