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Foto: Divulgação Companheiros, cúmplices, filhos, amigos. Quem convive com animais domésticos sempre tem alguma história de amor para contar. Não por acaso, os melhores amigos do homem não são apenas cachorros e, cada vez mais, os animais são considerados parte da família. Tem quem diga até que prefere conviver com os animais aos humanos e os tutores não costumam medir esforços para garantir o melhor para eles. Até por isso, casos de agressões são repudiados.  Neste mês, imagens denunciaram um rapaz do Rio de Janeiro batendo em duas cadelas. Câmeras instaladas pela agora ex-noiva e tutora dos cães gravaram o homem jogando o animal no chão com força e o suspendendo pelas patas antes de soltá-lo. O caso carioca repercutiu, assim como o ocorrido no Núcleo Bandeirante em setembro passado.  Naquela data, um vídeo gravado por um denunciante mostra o momento em que o homem segura um cachorro que está preso ao muro por uma coleira e dá vários socos no animal, o enforca e tenta tampar sua boca. Tudo isso ocorre enquanto o suspeito tenta dar banho no animal. Detido, confessou a ação e alegou estar bêbado.  Números  No ano passado, foram 88 ocorrências de violência contra os animais até novembro no DF. Em 2013, a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social registrou 90 casos. “Não entendo quem maltrata e nem gosto de ver. Me sinto mal”, diz Ana Maria, 60 anos, que há 11 anos divide a casa com o poodle Pitoco.  “Minha irmã insistiu para que tivéssemos um cachorro, mas eu não queria porque precisa de muito cuidado”, lembra Ana que, hoje, admite: “Trato como filho, cuido o dia inteiro e faço tudo por ele”.  Com tanta proximidade, a mulher diz que já entende os sinais que o animal transmite. “Ele me chama pra comer, pra sair. Puxa a barra da minha calça com a patinha quando quer alguma coisa”, conta. O ciúme do cão, às vezes, incomoda. “Não deixa ninguém chegar perto”, diz. Quando chove, ela desce com o Pipoco para fazer as necessidades o protegendo com um guarda-chuva.  Lista extensa e muito generosa  Na casa da consultora de viagens Silvia Miki, 35 anos, a lista de amigos domésticos é grande. Tem duas cadelas, um coelho e duas calopsitas, mas o número já foi maior. O interesse pela ave surgiu em 2013, quando a filha demonstrou curiosidade em ter um animal daquele. No ano passado, o animal fugiu e nunca mais voltou. “Minha filha chorou por quase duas semanas”, lembra.  De lá para cá, o amor pelo animal já rendeu seis adoções. “Dá para dizer que há mais cumplicidade pelas aves que pelos próprios cachorros, porque demandam mais cuidado, tem que ficar de olho”, revela. As duas calopsitas vivem nos quartos e recebem carinhos e brincadeiras durante todo o tempo disponível. “Elas até abaixam a cabeça pedindo carinho”, conta Sílvia.  Uma das aves chegou doente à casa da consultora de vendas. “Por causa de uma bactéria, tem que tomar remédio, dar papinha, ir sempre ao veterinário”, diz, destacando que “para cuidar de bichos tem que gostar, não é para qualquer um”.  Cristiane Torres, 28 anos, concorda e confessa que não deu conta de assistir as imagens recentes de agressão até o fim. “Meu coração fica muito apertado. Acho um absurdo”, define. Ela tem duas cachorras que demandam bastante cuidado. “São minhas filhas”, diz a bióloga e pet sitter, que conciliou a afinidade com animais com a profissão, cuidando dos animais em domicílio.  As pequenas Sushi e Cherrie são doentes. A primeira, de cinco anos, é epiléptica e, até pouco tempo, tomava remédios tarja preta para controlar a doença. A segunda, no auge de seus 13 anos, é cega, surda, cardíaca, passou por cirurgia para remover cinco tumores da mama e toma três remédios diariamente.  Cuidados  “Todo o cuidado é com eles. Semana passada fui a Florianópolis de carro por causa das duas. Não tenho coragem de deixar com ninguém ou de despachar no avião”, conta Cristine.  Ela também promove bazares e feiras de adoção mensais em Samambaia e no Sudoeste. “Eu não conseguiria viver sem cachorros”, destaca a mulher, que já cogita trocar o apartamento por casa para ter mais espaço.  Tutores devem impor limites sem exageros  Segundo a servidora pública Camila Rogoski, os animais acolhidos são como filhos. “Trato muito bem, mas é preciso educar. Não pode mimar muito porque fica insuportável”, recomenda. Em relação aos gatos, critica a cultura de ter preconceitos: “Tem gente que tem medo, que não gosta, que acha arisco e egoísta, mas é um animal maravilhoso”.  A maquiadora Lilian Caroline, 37 anos, tem três filhos e garante: “A relação é totalmente de mãe e filho. Para mim é a mesma coisa”. Mas confessa que “às vezes, cuido melhor dos animais do que dos filhos que sabem falar, pegar comida e limpar a sujeira”.  Camila acredita que é importante que denúncias sejam feitas e compartilhadas pra que busquem punições, que, na opinião dela, “são muito brandas e deveriam ser mais duras”. “Quem faz isso com animal pode fazer com qualquer um. Eu sou daquelas que preferem animais do que gente. Pessoas são ruins. Animais são inocentes”, afirma.  Sobre os casos de agressões, Lilian classifica como chocantes. “Animal precisa de limite, mas não pode ser machucado. Eles não entendem o que estão fazendo. Você vai adequar e ensinar, mas sem maltratar os animais. Meu marido, por exemplo, não é muito fã de animais, mas não maltrata. E nem aceito que fale grosso”, relata.  Saúde  Estudos recentes mostram que conviver com os animais traz benefícios aos tutores. Segundo estudos do Observatório Internacional de Bem-Estar da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica da França, feitos em sete países, foi provado que tutelar animais domésticos é bom para a saúde.  Um estudo encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), feito por um grupo de pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que a presença de um animal pode ajudar na melhora da imunidade de crianças e adultos, redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns.  Fonte: Jornal de Brasília
Foto: Divulgação
Companheiros, cúmplices, filhos, amigos. Quem convive com animais domésticos sempre tem alguma história de amor para contar. Não por acaso, os melhores amigos do homem não são apenas cachorros e, cada vez mais, os animais são considerados parte da família. Tem quem diga até que prefere conviver com os animais aos humanos e os tutores não costumam medir esforços para garantir o melhor para eles. Até por isso, casos de agressões são repudiados.
Neste mês, imagens denunciaram um rapaz do Rio de Janeiro batendo em duas cadelas. Câmeras instaladas pela agora ex-noiva e tutora dos cães gravaram o homem jogando o animal no chão com força e o suspendendo pelas patas antes de soltá-lo. O caso carioca repercutiu, assim como o ocorrido no Núcleo Bandeirante em setembro passado.
Naquela data, um vídeo gravado por um denunciante mostra o momento em que o homem segura um cachorro que está preso ao muro por uma coleira e dá vários socos no animal, o enforca e tenta tampar sua boca. Tudo isso ocorre enquanto o suspeito tenta dar banho no animal. Detido, confessou a ação e alegou estar bêbado.
Números
No ano passado, foram 88 ocorrências de violência contra os animais até novembro no DF. Em 2013, a Secretaria de Segurança Pública e Paz Social registrou 90 casos. “Não entendo quem maltrata e nem gosto de ver. Me sinto mal”, diz Ana Maria, 60 anos, que há 11 anos divide a casa com o poodle Pitoco.
“Minha irmã insistiu para que tivéssemos um cachorro, mas eu não queria porque precisa de muito cuidado”, lembra Ana que, hoje, admite: “Trato como filho, cuido o dia inteiro e faço tudo por ele”.
Com tanta proximidade, a mulher diz que já entende os sinais que o animal transmite. “Ele me chama pra comer, pra sair. Puxa a barra da minha calça com a patinha quando quer alguma coisa”, conta. O ciúme do cão, às vezes, incomoda. “Não deixa ninguém chegar perto”, diz. Quando chove, ela desce com o Pipoco para fazer as necessidades o protegendo com um guarda-chuva.
Lista extensa e muito generosa
Na casa da consultora de viagens Silvia Miki, 35 anos, a lista de amigos domésticos é grande. Tem duas cadelas, um coelho e duas calopsitas, mas o número já foi maior. O interesse pela ave surgiu em 2013, quando a filha demonstrou curiosidade em ter um animal daquele. No ano passado, o animal fugiu e nunca mais voltou. “Minha filha chorou por quase duas semanas”, lembra.
De lá para cá, o amor pelo animal já rendeu seis adoções. “Dá para dizer que há mais cumplicidade pelas aves que pelos próprios cachorros, porque demandam mais cuidado, tem que ficar de olho”, revela. As duas calopsitas vivem nos quartos e recebem carinhos e brincadeiras durante todo o tempo disponível. “Elas até abaixam a cabeça pedindo carinho”, conta Sílvia.
Uma das aves chegou doente à casa da consultora de vendas. “Por causa de uma bactéria, tem que tomar remédio, dar papinha, ir sempre ao veterinário”, diz, destacando que “para cuidar de bichos tem que gostar, não é para qualquer um”.
Cristiane Torres, 28 anos, concorda e confessa que não deu conta de assistir as imagens recentes de agressão até o fim. “Meu coração fica muito apertado. Acho um absurdo”, define. Ela tem duas cachorras que demandam bastante cuidado. “São minhas filhas”, diz a bióloga e pet sitter, que conciliou a afinidade com animais com a profissão, cuidando dos animais em domicílio.
As pequenas Sushi e Cherrie são doentes. A primeira, de cinco anos, é epiléptica e, até pouco tempo, tomava remédios tarja preta para controlar a doença. A segunda, no auge de seus 13 anos, é cega, surda, cardíaca, passou por cirurgia para remover cinco tumores da mama e toma três remédios diariamente.
Cuidados
“Todo o cuidado é com eles. Semana passada fui a Florianópolis de carro por causa das duas. Não tenho coragem de deixar com ninguém ou de despachar no avião”, conta Cristine.
Ela também promove bazares e feiras de adoção mensais em Samambaia e no Sudoeste. “Eu não conseguiria viver sem cachorros”, destaca a mulher, que já cogita trocar o apartamento por casa para ter mais espaço.
Tutores devem impor limites sem exageros
Segundo a servidora pública Camila Rogoski, os animais acolhidos são como filhos. “Trato muito bem, mas é preciso educar. Não pode mimar muito porque fica insuportável”, recomenda. Em relação aos gatos, critica a cultura de ter preconceitos: “Tem gente que tem medo, que não gosta, que acha arisco e egoísta, mas é um animal maravilhoso”.
A maquiadora Lilian Caroline, 37 anos, tem três filhos e garante: “A relação é totalmente de mãe e filho. Para mim é a mesma coisa”. Mas confessa que “às vezes, cuido melhor dos animais do que dos filhos que sabem falar, pegar comida e limpar a sujeira”.
Camila acredita que é importante que denúncias sejam feitas e compartilhadas pra que busquem punições, que, na opinião dela, “são muito brandas e deveriam ser mais duras”. “Quem faz isso com animal pode fazer com qualquer um. Eu sou daquelas que preferem animais do que gente. Pessoas são ruins. Animais são inocentes”, afirma.
Sobre os casos de agressões, Lilian classifica como chocantes. “Animal precisa de limite, mas não pode ser machucado. Eles não entendem o que estão fazendo. Você vai adequar e ensinar, mas sem maltratar os animais. Meu marido, por exemplo, não é muito fã de animais, mas não maltrata. E nem aceito que fale grosso”, relata.
Saúde
Estudos recentes mostram que conviver com os animais traz benefícios aos tutores. Segundo estudos do Observatório Internacional de Bem-Estar da Universidade de Cambridge (Inglaterra) e do Instituto Nacional da Saúde e Pesquisa Médica da França, feitos em sete países, foi provado que tutelar animais domésticos é bom para a saúde.
Um estudo encomendado pela Comissão de Animais de Companhia (Comac), feito por um grupo de pesquisa do Departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que a presença de um animal pode ajudar na melhora da imunidade de crianças e adultos, redução dos níveis de estresse e da incidência de doenças comuns.

Conheça uma parceria repleta de amor e cumplicidade com os animais

"NO-KILL"

(Foto: PETA) No estado americano de Virgínia, o clima não está nada amistoso entre os protetores animais. É que uma guerra de acusações e uma proposta de mudança na legislação está colocando em rota de colisão a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e outras organizações ligadas a abrigos de animais domésticos. O centro da discussão é a alta taxa de morte induzida (também chamada de eutanásia) de animais recolhidos para os abrigos da PETA. As informações são do Washington Post.  A PETA opera um grande abrigo em sua sede em Norfolk, onde, a cada ano, a grande maioria dos gatos e cães que dão entrada não saem vivos. O estopim para o início da briga foi o caso de um chihuahua morto depois de ter sido inexplicavelmente retirado da varanda de seu tutor por um empregado da ONG na Costa Leste.  O momento foi perfeito para uma proposta de lei que está sendo impulsionada pelo parlamentar do Senado estadual William M. Stanley Jr. a partir do consenso das duas casas legislativas do estado e que define um abrigo animal privado como uma entidade que “opera com o objetivo de encontrar lares adotivos permanentes.” De acordo com o código atual, esta é apenas uma das várias descrições oficiais para um abrigo.  Apoiadores afirmam que o projeto deixa a lei atual mais clara, mas torna mais difícil para organizações como a PETA induzir a morte de animais sem antes tentar encontrar casas para eles.  Em 2014, de acordo com relatórios do estado, a organização acolheu 2.631 cães e gatos. Desses, apenas 307 tiveram suas vidas poupadas.  “É impossível imaginar que eles estão tentando fazer os animais serem adotados com uma taxa de fracasso dessas”, disse Debra Griggs da Virginia Federation of Humane Societies. A proposta codifica o que “todos os abrigos da Virgínia já tem feito — exceto a PETA”.  Os apoiadores da PETA  afirmam que a proposta na verdade é sobre algo maior. Eles acreditam que seus oponentes se aproveitaram do caso do chihuahua para obrigar a adoção de uma política de “no-kill” – que abandona a indução da morte de animais em todos os abrigos privados.  “Quando fui abordado pela PETA há menos de três semanas atrás, eu descobri que estava no meio de uma batalha de anos entre pessoas amam os animais, que fazem o acham que é o melhor para eles, que trabalham dentro das leis estaduais e que, mesmo assim, se detestam”, escreveu o lobista Stephen Haner num e-mail para os membros das casas legislativas. “Mas só há um lado desta batalha que está tentando impor sua visão sobre o outro”.  A mensagem de Haner é parte de uma agressiva campanha de lobby feita no último minuto para tentar impedir a aprovação do projeto que ele e outras pessoas acreditam que terão importantes consequências.  O âmago do debate está num dissenso filosófico sobre a forma mais humana de se lidar com animais domésticos, mas sem domicílio.  “Essa besteira da PETA veio num momento conveniente e está sendo usada como cavalo de Troia para introduzir o movimento do no-kill na Virgínia”, disse um lobista de longa data em questões animais que aceitou conversar sob condição de anonimato, pois representa um grupo adota uma posição neutra em relação ao projeto.  Uma política de no-kill, se for imposta a todos os abrigos, iria resultar num “retrocesso a 1850, quando se afogavam os animais num balde, atiravam na cabeça ou só deixavam que eles morressem de fome”, disse Sharon Adams, que foi chefe da Virginia Beach SPCA durante 20 anos. Ela trabalha para a Virginia Alliance for Animal Shelters, que se opõe ao projeto.  Além da proposta de lei, os ativistas do no-kill pediram que os reguladores estaduais introduzissem uma regra exigindo que abrigos mantivessem registros de quando, como e por que cada animal foi recolhido e quando e por qual motivo foi morto.  A PETA não quis comentar o projeto de lei. Em seu site oficial, a organização afirma que recolhe animais que não seriam adotados nem seriam recolhidos por outros abrigos e os aliviam de seu sofrimento.  “Em razão do alto número de animais de companhia indesejados e pela falta de bons lares, algumas vezes a coisa mais humana que um funcionário de abrigo pode fazer é dar ao animal a chance de uma passagem calma”, disse a organização. Eles lamentam que “o desejo egoísta de possuir esses animais e receber amor deles (…) tenha criado uma crise de superpopulação”.  Tais pronunciamentos tem recebido acusações de crueldade contra animais. Críticos questionam se, apesar de sua aparência de radical pró-animal que encoraja o veganismo e rejeita os zoológicos, a PETA realmente se importa com os animais domésticos.  “Eles não fazem nenhum esforço para fazer com que eles sejam adotados e agora eles estão se revoltando com a sugestão de que talvez devessem tentar”, disse Robin Starr, chefe da Richmond SPCA, em um post em seu blog. “Eles não querem nenhum impedimento a suas mortes (…) A PETA é um enorme, rico e malvado valentão”.  Vários líderes de abrigos afirmam que as objeções da PETA à legislação proposta são infundadas, apesar do Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor ter dito aos legisladores que o projeto pode fazer com que abrigos privados parem de receber animais que representem algum desafio. Neste caso, dizem as autoridades, os abrigos municipais poderiam ser forçados a lidar com mais animais de rua.  “Meus colegas no estado e na região não veem isso como uma ameaça”, afirma Tawny Hammond, que lidera o abrigo de Fairfax County’s e vê a proposta como um “esclarecimento” que não vai prejudicar nenhuma entidade que queira encontrar casas para os animais. “Eu não vejo isso como jogar um fardo nos ombros de uma organização ou comunidade”.  Fora os animais doentes que são mortos a pedido de seus tutores, Fairfax tem uma taxa de adoção de mais de 90%, afirma Tawny. Como um abrigo público, ele não pode selecionar os animais que são aceitos. Em geral, um quarto dos animais acolhidos na Virgínia por abrigos públicos tem sua morte induzida, uma taxa muito menor que a da PETA.  A legislação passou o Senado, a casa superior estadual, com apenas 5 votos contra, e a Câmara, a casa inferior, com apenas dois. O projeto foi atenuado na Câmara ao ter retirado uma frase que requeria que os abrigos “facilitassem outras formas de salvar a vida” dos animais abandonados.  “Isto não muda a essência do projeto”, afirma Stanley, que cuida de três cães e um gato resgatados. “Eu acredito que é importante que o público saiba que eles [a PETA] não são um abrigo animal que procura lares permanentes para seus animais, mas na verdade os sacrifica”.  O único ponto em que todos concordam é que a questão rachou uma comunidade que antes costumava trabalhar junta.  “Há muito rancor”, diz Dane Meeker, presidente da SPCA of Northern Virginia. “Poderíamos ter trabalhado em outros coisas, mas havia muita raiva em relação àquela organização esse ano.”
(Foto: PETA)
No estado americano de Virgínia, o clima não está nada amistoso entre os protetores animais. É que uma guerra de acusações e uma proposta de mudança na legislação está colocando em rota de colisão a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA) e outras organizações ligadas a abrigos de animais domésticos. O centro da discussão é a alta taxa de morte induzida (também chamada de eutanásia) de animais recolhidos para os abrigos da PETA. As informações são do Washington Post.
A PETA opera um grande abrigo em sua sede em Norfolk, onde, a cada ano, a grande maioria dos gatos e cães que dão entrada não saem vivos. O estopim para o início da briga foi o caso de um chihuahua morto depois de ter sido inexplicavelmente retirado da varanda de seu tutor por um empregado da ONG na Costa Leste.
O momento foi perfeito para uma proposta de lei que está sendo impulsionada pelo parlamentar do Senado estadual William M. Stanley Jr. a partir do consenso das duas casas legislativas do estado e que define um abrigo animal privado como uma entidade que “opera com o objetivo de encontrar lares adotivos permanentes.” De acordo com o código atual, esta é apenas uma das várias descrições oficiais para um abrigo.
Apoiadores afirmam que o projeto deixa a lei atual mais clara, mas torna mais difícil para organizações como a PETA induzir a morte de animais sem antes tentar encontrar casas para eles.
Em 2014, de acordo com relatórios do estado, a organização acolheu 2.631 cães e gatos. Desses, apenas 307 tiveram suas vidas poupadas.
“É impossível imaginar que eles estão tentando fazer os animais serem adotados com uma taxa de fracasso dessas”, disse Debra Griggs da Virginia Federation of Humane Societies. A proposta codifica o que “todos os abrigos da Virgínia já tem feito — exceto a PETA”.
Os apoiadores da PETA  afirmam que a proposta na verdade é sobre algo maior. Eles acreditam que seus oponentes se aproveitaram do caso do chihuahua para obrigar a adoção de uma política de “no-kill” – que abandona a indução da morte de animais em todos os abrigos privados.
“Quando fui abordado pela PETA há menos de três semanas atrás, eu descobri que estava no meio de uma batalha de anos entre pessoas amam os animais, que fazem o acham que é o melhor para eles, que trabalham dentro das leis estaduais e que, mesmo assim, se detestam”, escreveu o lobista Stephen Haner num e-mail para os membros das casas legislativas. “Mas só há um lado desta batalha que está tentando impor sua visão sobre o outro”.
A mensagem de Haner é parte de uma agressiva campanha de lobby feita no último minuto para tentar impedir a aprovação do projeto que ele e outras pessoas acreditam que terão importantes consequências.
O âmago do debate está num dissenso filosófico sobre a forma mais humana de se lidar com animais domésticos, mas sem domicílio.
“Essa besteira da PETA veio num momento conveniente e está sendo usada como cavalo de Troia para introduzir o movimento do no-kill na Virgínia”, disse um lobista de longa data em questões animais que aceitou conversar sob condição de anonimato, pois representa um grupo adota uma posição neutra em relação ao projeto.
Uma política de no-kill, se for imposta a todos os abrigos, iria resultar num “retrocesso a 1850, quando se afogavam os animais num balde, atiravam na cabeça ou só deixavam que eles morressem de fome”, disse Sharon Adams, que foi chefe da Virginia Beach SPCA durante 20 anos. Ela trabalha para a Virginia Alliance for Animal Shelters, que se opõe ao projeto.
Além da proposta de lei, os ativistas do no-kill pediram que os reguladores estaduais introduzissem uma regra exigindo que abrigos mantivessem registros de quando, como e por que cada animal foi recolhido e quando e por qual motivo foi morto.
A PETA não quis comentar o projeto de lei. Em seu site oficial, a organização afirma que recolhe animais que não seriam adotados nem seriam recolhidos por outros abrigos e os aliviam de seu sofrimento.
“Em razão do alto número de animais de companhia indesejados e pela falta de bons lares, algumas vezes a coisa mais humana que um funcionário de abrigo pode fazer é dar ao animal a chance de uma passagem calma”, disse a organização. Eles lamentam que “o desejo egoísta de possuir esses animais e receber amor deles (…) tenha criado uma crise de superpopulação”.
Tais pronunciamentos tem recebido acusações de crueldade contra animais. Críticos questionam se, apesar de sua aparência de radical pró-animal que encoraja o veganismo e rejeita os zoológicos, a PETA realmente se importa com os animais domésticos.
“Eles não fazem nenhum esforço para fazer com que eles sejam adotados e agora eles estão se revoltando com a sugestão de que talvez devessem tentar”, disse Robin Starr, chefe da Richmond SPCA, em um post em seu blog. “Eles não querem nenhum impedimento a suas mortes (…) A PETA é um enorme, rico e malvado valentão”.
Vários líderes de abrigos afirmam que as objeções da PETA à legislação proposta são infundadas, apesar do Departamento de Agricultura e Serviços ao Consumidor ter dito aos legisladores que o projeto pode fazer com que abrigos privados parem de receber animais que representem algum desafio. Neste caso, dizem as autoridades, os abrigos municipais poderiam ser forçados a lidar com mais animais de rua.
“Meus colegas no estado e na região não veem isso como uma ameaça”, afirma Tawny Hammond, que lidera o abrigo de Fairfax County’s e vê a proposta como um “esclarecimento” que não vai prejudicar nenhuma entidade que queira encontrar casas para os animais. “Eu não vejo isso como jogar um fardo nos ombros de uma organização ou comunidade”.
Fora os animais doentes que são mortos a pedido de seus tutores, Fairfax tem uma taxa de adoção de mais de 90%, afirma Tawny. Como um abrigo público, ele não pode selecionar os animais que são aceitos. Em geral, um quarto dos animais acolhidos na Virgínia por abrigos públicos tem sua morte induzida, uma taxa muito menor que a da PETA.
A legislação passou o Senado, a casa superior estadual, com apenas 5 votos contra, e a Câmara, a casa inferior, com apenas dois. O projeto foi atenuado na Câmara ao ter retirado uma frase que requeria que os abrigos “facilitassem outras formas de salvar a vida” dos animais abandonados.
“Isto não muda a essência do projeto”, afirma Stanley, que cuida de três cães e um gato resgatados. “Eu acredito que é importante que o público saiba que eles [a PETA] não são um abrigo animal que procura lares permanentes para seus animais, mas na verdade os sacrifica”.
O único ponto em que todos concordam é que a questão rachou uma comunidade que antes costumava trabalhar junta.
“Há muito rancor”, diz Dane Meeker, presidente da SPCA of Northern Virginia. “Poderíamos ter trabalhado em outros coisas, mas havia muita raiva em relação àquela organização esse ano.”

REINO UNIDO

pitrinha 5

As filmagens encontradas em seu aparelho celular mostram seus cães Ziggy, Tip e Cruise se debatendo contra correntes de metal enquanto são forçados a correr em uma esteira ergométrica. Este é um dos exercícios de seu programa de 35 dias.
Pai de duas crianças, Psaila foi preso por 121 dias depois de admitir 14 acusações de crueldade contra animais. Ele também foi proibido de ser tutor de animais pelo resto da vida.

O acusado, John Psaila
O acusado, John Psaila
O caso foi descoberto depois de uma denúncia à ONG Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA). As informações levaram a uma revista na casa de John na região de Manchester em junho do ano passado.
Eles encontraram um cão com cicatrizes sendo obrigado a andar na esteira – uma técnica utilizada para aumentar músculos e estamina – no que parecia ser uma escola improvisada para cães de briga.

Esteira encontrada durante investigações (Foto: RSPCA)

Antibióticos e outros remédios utilizados por Psaila para não precisar levar os animais ao hospital (RSPCA)
Esteira encontrada durante investigações (Foto: RSPCA)
Balanças eram usadas para garantir que os animais estavam no preso adequado para as lutas. Psaila também tinha varas especiais para abrir a mandíbula dos cachorros, para quando ele quisesse relaxar a mordida de um cão em outro.
Antibióticos e outros remédios utilizados por Psaila para não precisar levar os animais ao hospital (RSPCA)
Também foram encontrados kits veterinários caseiros cheios de esteroides, curativos e antibióticos humanos, aos quais ele recorria para não ter que levar animais machucados ao hospital.
Um dos animais, Ziggy, tinha machucados consistentes com luta entre cães.
A sentença do juiz determinou que dois dos três cães deveriam ter a morte induzida. A magistrada entendeu que o treinamento aplicado a eles os transformava em perigo para a sociedade.
A investigação foi feita pela unidade de operações especiais da RSPCA. O promotor da organização, Tony Stock, diz: “A luta organizada de cães é exatamente o que o nome diz, uma fraternidade muito bem organizada e fortemente unida na qual as pessoas escondem suas identidades através de nomes e se comunicam por telefone.”
Os investigadores também encontraram uma pistola de pressão, utilizada em matadouros para deixar inconscientes os animais antes de serem mortos, e a assinatura de uma revista especializada em rinhas.
Psaila foi descrito como um homem altamente envolvido com uma das maiores gangues britânicas de lutas de cães. Em sua página do Facebook, há várias imagens referentes a pit bulls. Uma delas mostra três figuras sombrias de ceifadores em torno de um pit bull em um ringue.
Imagem encontrada no Facebook do acusado (Foto: Facebook)
Imagem encontrada no Facebook do acusado (Foto: Facebook)
Em uma entrevista, Psaila afirmou que estava apenas mantendo os cães sob ótimas condições para participarem de shows e que as cicatrizes encontradas em Ziggy aconteceram por brigas com os outros cães da casa.
A advogada do acusado, Clare Parrot, afirma que seu cliente fazia reprodução de animais desde os anos 80 e que seu envolvimento com a luta foi um ato de desespero depois da falência de seus negócios. Ele teria sido convidado durante muitos anos para participar das rinhas e sempre negava – até recentemente. “Infelizmente, a chance de dinheiro fácil o seduziu. Sua filha disse que estava surpresa e que ele amava os cães”, afirmou Clare.
Esponjas e outros produtos utilizados durante as rinhas (Foto: RSPCA)
Esponjas e outros produtos utilizados durante as rinhas (Foto: RSPCA)
“Não há evidência de que isto seja algo que ele tenha feito todos os dias, são [eventos] poucos e distantes entre si. Ele afirma que estava desesperado e entrava e saía disso. Ele sabe que os cães serão levados. Ele quer começar de novo. Ele demonstrou remorso genuíno”, afirmou a advogada.
Psaila foi obrigado a pagar 600 libras de custos do processo e 1.278 de contas veterinárias.

AMOR DE FAMÍLIA

allenko
Uma foto emocionante ganhou destaque em um concurso de fotografia de casamento.
A imagem, realizada em um casamento na China em 2014, mostra uma noiva dentro de um carro. Ela chora bastante enquanto acaricia a cabeça do seu cachorro, que está do lado de fora do veículo, debruçado sobre a porta para se aproximar dela.
Não se sabe ao certo qual a história por trás da fotografia, mas ela parece estar saindo em viagem de lua de mel e está se despedindo do animal.
A fotografia ganhou o primeiro lugar na categoria “Amor de família” no concurso de Melhores Fotografias Premiadas de Casamento de 2014, promovido pela International Society of Professional Wedding Photographers.
A imagem premiada foi feita por Allen Ko, da T-Photo Studios.

Foto de noiva emocionada com seu cão ganha prêmio em concurso

APÓS DENÚNCIAS

A prefeitura de São Paulo está explorando cães da raça Rottweiler para realizar a segurança do Cemitério da Consolação, em projeto piloto. Com a queda das ocorrências de roubo no local é possível que a  ação seja expandida para os cemitérios do Araçá, São Paulo e Quarta Parada.  Uma vistoria surpresa realizada na última quinta-feira (26) pela Polícia Militar Ambiental, a pedido do deputado estadual Feliciano Filho (PEN), constatou que os animais estão sendo submetidos a maus-tratos, em condições precárias de acomodação e manejo.  “Recebi as denúncias e imediatamente pedi a ajuda de uma bióloga que faz perícia judicial em casos como este. Acionei a Polícia Militar Ambiental para que lhe desse apoio em uma vistoria surpresa, na tarde desta quinta-feira,” informou Feliciano. “A partir do seu laudo, tomaremos as devidas providências.”  A vistoria confirmou as denúncias. Os cães, que guardam o cemitério à noite, ficam o dia todo em cubículos de compensado, na terra, com pouca ou nenhuma cobertura para protege-los do sol, e com ventilação restrita. “Em alguns espaços, não encontramos nem água, nem comida,” acrescenta a bióloga Andréa Freixeda, que também presta serviços para a Biofauna e o santuário de animais Rancho dos Gnomos. “A situação é pior do que esperávamos.”  À Polícia Militar Ambiental, os coordenadores do cemitério afirmaram que o espaço é provisório e que os animais estariam em um canil de alvenaria, de dimensões e condições apropriadas, em um mês. “Isso não justifica deixarem os animais nesta situação,” disse Andréa.  Enquanto alguns funcionários defendem a permanência dos animais, alegando que os furtos caíram a zero depois que eles chegaram, vários procuraram a equipe de vistoria para denunciar as condições. “Dá até dó ver os animais assim, o dia inteiro, no sol, na chuva”, contou um deles, que já fez até um boletim de ocorrência sobre o caso. Outros reclamam que os animais não têm tratadores especializados e que funcionários da faxina foram deslocados para cuidar dos Rotweiller.  O resultado final do laudo da vistoria estará pronto no início da próxima semana.  Fonte: Maxpress
Foto: Divulgação
A prefeitura de São Paulo está explorando cães da raça Rottweiler para realizar a segurança do Cemitério da Consolação, em projeto piloto. Com a queda das ocorrências de roubo no local é possível que a  ação seja expandida para os cemitérios do Araçá, São Paulo e Quarta Parada.
Uma vistoria surpresa realizada na última quinta-feira (26) pela Polícia Militar Ambiental, a pedido do deputado estadual Feliciano Filho (PEN), constatou que os animais estão sendo submetidos a maus-tratos, em condições precárias de acomodação e manejo.
“Recebi as denúncias e imediatamente pedi a ajuda de uma bióloga que faz perícia judicial em casos como este. Acionei a Polícia Militar Ambiental para que lhe desse apoio em uma vistoria surpresa, na tarde desta quinta-feira,” informou Feliciano. “A partir do seu laudo, tomaremos as devidas providências.”
A vistoria confirmou as denúncias. Os cães, que guardam o cemitério à noite, ficam o dia todo em cubículos de compensado, na terra, com pouca ou nenhuma cobertura para protege-los do sol, e com ventilação restrita. “Em alguns espaços, não encontramos nem água, nem comida,” acrescenta a bióloga Andréa Freixeda, que também presta serviços para a Biofauna e o santuário de animais Rancho dos Gnomos. “A situação é pior do que esperávamos.”
À Polícia Militar Ambiental, os coordenadores do cemitério afirmaram que o espaço é provisório e que os animais estariam em um canil de alvenaria, de dimensões e condições apropriadas, em um mês. “Isso não justifica deixarem os animais nesta situação,” disse Andréa.
Enquanto alguns funcionários defendem a permanência dos animais, alegando que os furtos caíram a zero depois que eles chegaram, vários procuraram a equipe de vistoria para denunciar as condições. “Dá até dó ver os animais assim, o dia inteiro, no sol, na chuva”, contou um deles, que já fez até um boletim de ocorrência sobre o caso. Outros reclamam que os animais não têm tratadores especializados e que funcionários da faxina foram deslocados para cuidar dos Rotweiller.
O resultado final do laudo da vistoria estará pronto no início da próxima semana.
Fonte: Maxpress

AVANÇO

Marcelo Pereira e a mulher, Fernanda, com Java, que era usada como reprodutora e passou por gestações traumáticas - Fernanda Dias / O Globo  Cada vez que um caso de maus-tratos a animais ganha repercussão nacional, a discussão sobre o assunto ganha mais vulto. Foi o que ocorreu este mês, após um homem ser flagrado espancando as cadelas da noiva no Rio. No entanto, esse tipo de crime não é pontual: somente em Niterói, 127 casos foram denunciados, em 2014, através da Linha Verde da Secretaria Estadual do Ambiente, que recebe informações sobre crimes ambientais. A Diretoria de Proteção Animal (DPA) da prefeitura de Niterói planeja treinar guardas municipais para atuar em ocorrências semelhantes. A ideia é que eles possam ir a endereços informados nas denúncias e conduzir os suspeitos a delegacias, quando for o caso, e resgatar os animais.  Ainda de acordo com informações da Linha Verde, só em janeiro deste ano foram 12 casos relatados, mesmo patamar do ano anterior. Os interessados em fazer uma denúncia anônima à Linha Verde devem ligar para 0300 253 1177. A Secretaria municipal de Meio Ambiente, através da DPA, também registra denúncias de condutas abusivas contra cães, gatos e outros animais domésticos. Segundo Marcelo Pereira, diretor do órgão, foram cerca de 40 relatos em 2014. As informações ajudam a equipe a montar operações como a que resultou na prisão de um casal especializado no furto de cães e aves em Santa Rosa, em abril do ano passado. Este ano, o foco dos trabalhos, realizados em parceria com a 77ª DP (Icaraí), será em estabelecimentos como pet shops e outros que vendem animais. Segundo ele, a principal dificuldade encontrada no combate a esse tipo de prática é configurar o flagrante.  “O maior número de casos de maus-tratos acontece nas próprias residências onde os animais vivem. Grande parte das denúncias é feita por vizinhos. Mas sabemos que existem muitas pessoas que testemunham, mas não têm coragem de denunciar, porque são conhecidos dos agressores. O importante é a testemunha conseguir muitas provas do crime, para que possamos agir com a polícia de forma segura”, instrui Pereira, citando fotos e vídeos como uma alternativa de reunir evidências.  Tramita na Câmara dos Vereadores a Lei Municipal de Proteção aos Animais, que aguarda apenas a aprovação em plenário para entrar em vigor. A nova legislação estabelece novas punições para esse tipo de caso e proíbe a venda de pets em locais públicos, criando multas para os abusos. Todo o valor arrecadado será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente e reinvestido em projetos de proteção animal. Assim que a legislação estiver em vigor, a DPA pretende treinar entre 20 e 30 guardas municipais para atuar nos casos de maus-tratos. O curso, com três dias de duração, vai ensinar os agentes como proceder para identificar e coibir esse tipo de crime.  Sequelas para toda vida toda  Animais que passam por esse tipo de situação guardam para sempre, no corpo e no comportamento, as sequelas da violência, que não se resume a agressões físicas. É o caso da buldogue Java, resgatada por Pereira após ser usada como matriz por uma criadora clandestina de cães. Encontrada fraca e traumatizada pelas sucessivas gestações, ela traz até hoje a cicatriz de uma mordida que recebeu no canil, pequeno demais para abrigar tantos cães.  “Encaravam a cadela como uma fábrica de filhotes”, afirma Pereira.  Casos de abandono e violência são rotina para protetores da animais como Carmenia Piraino Pimentel da Cruz, uma das fundadoras do grupo Arca, que atua na reabilitação de animais abandonados. Segundo ela, um dos casos emblemáticos para o grupo, que tem quatro anos de existência, é o da vira-lata Juju, resgatada em Icaraí.  “Encontramos a Juju numa casa abandonada. Eu mesma pulei o muro para ajudá-la. Ela era mantida amarrada por usuários de drogas que viviam por lá. Estava sem água e tinha diversas marcas de queimaduras, provavelmente de cigarros. Vizinhos disseram que ela latia há dois dias sem parar”, lembra Carmenia.  O grupo, hoje composto por seis voluntários, não costuma atuar em resgate de animais, mas acolhe os que estão em situação de risco. Atualmente, cerca de 15 animais são mantidos em uma hospedagem em Maria Paula, financiada com a contribuição de amigos e outros protetores. Cada cão é levado para receber cuidados veterinários e fica abrigado até que surja algum interessado em adotá-lo.  O presidente da Comissão de Defesa dos Animais da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, quer que o Ministério Público proponha ações de dano moral coletivo em casos de maus-tratos.  “Queremos que, além da criminalização, os autores desse tipo de conduta sejam alvos de ações de dano moral coletivo, pois a sociedade é sujeito passivo, como mostra a grande repercussão nesses casos”,  afirma.  Fonte: O Globo
Marcelo Pereira e a mulher, Fernanda, com Java, que era usada como reprodutora e passou por gestações traumáticas – Fernanda Dias / O Globo
Cada vez que um caso de maus-tratos a animais ganha repercussão nacional, a discussão sobre o assunto ganha mais vulto. Foi o que ocorreu este mês, após um homem ser flagrado espancando as cadelas da noiva no Rio. No entanto, esse tipo de crime não é pontual: somente em Niterói, 127 casos foram denunciados, em 2014, através da Linha Verde da Secretaria Estadual do Ambiente, que recebe informações sobre crimes ambientais. A Diretoria de Proteção Animal (DPA) da prefeitura de Niterói planeja treinar guardas municipais para atuar em ocorrências semelhantes. A ideia é que eles possam ir a endereços informados nas denúncias e conduzir os suspeitos a delegacias, quando for o caso, e resgatar os animais.
Ainda de acordo com informações da Linha Verde, só em janeiro deste ano foram 12 casos relatados, mesmo patamar do ano anterior. Os interessados em fazer uma denúncia anônima à Linha Verde devem ligar para 0300 253 1177. A Secretaria municipal de Meio Ambiente, através da DPA, também registra denúncias de condutas abusivas contra cães, gatos e outros animais domésticos. Segundo Marcelo Pereira, diretor do órgão, foram cerca de 40 relatos em 2014. As informações ajudam a equipe a montar operações como a que resultou na prisão de um casal especializado no furto de cães e aves em Santa Rosa, em abril do ano passado. Este ano, o foco dos trabalhos, realizados em parceria com a 77ª DP (Icaraí), será em estabelecimentos como pet shops e outros que vendem animais. Segundo ele, a principal dificuldade encontrada no combate a esse tipo de prática é configurar o flagrante.
“O maior número de casos de maus-tratos acontece nas próprias residências onde os animais vivem. Grande parte das denúncias é feita por vizinhos. Mas sabemos que existem muitas pessoas que testemunham, mas não têm coragem de denunciar, porque são conhecidos dos agressores. O importante é a testemunha conseguir muitas provas do crime, para que possamos agir com a polícia de forma segura”, instrui Pereira, citando fotos e vídeos como uma alternativa de reunir evidências.
Tramita na Câmara dos Vereadores a Lei Municipal de Proteção aos Animais, que aguarda apenas a aprovação em plenário para entrar em vigor. A nova legislação estabelece novas punições para esse tipo de caso e proíbe a venda de pets em locais públicos, criando multas para os abusos. Todo o valor arrecadado será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente e reinvestido em projetos de proteção animal. Assim que a legislação estiver em vigor, a DPA pretende treinar entre 20 e 30 guardas municipais para atuar nos casos de maus-tratos. O curso, com três dias de duração, vai ensinar os agentes como proceder para identificar e coibir esse tipo de crime.
Sequelas para toda vida toda
Animais que passam por esse tipo de situação guardam para sempre, no corpo e no comportamento, as sequelas da violência, que não se resume a agressões físicas. É o caso da buldogue Java, resgatada por Pereira após ser usada como matriz por uma criadora clandestina de cães. Encontrada fraca e traumatizada pelas sucessivas gestações, ela traz até hoje a cicatriz de uma mordida que recebeu no canil, pequeno demais para abrigar tantos cães.
“Encaravam a cadela como uma fábrica de filhotes”, afirma Pereira.
Casos de abandono e violência são rotina para protetores da animais como Carmenia Piraino Pimentel da Cruz, uma das fundadoras do grupo Arca, que atua na reabilitação de animais abandonados. Segundo ela, um dos casos emblemáticos para o grupo, que tem quatro anos de existência, é o da vira-lata Juju, resgatada em Icaraí.
“Encontramos a Juju numa casa abandonada. Eu mesma pulei o muro para ajudá-la. Ela era mantida amarrada por usuários de drogas que viviam por lá. Estava sem água e tinha diversas marcas de queimaduras, provavelmente de cigarros. Vizinhos disseram que ela latia há dois dias sem parar”, lembra Carmenia.
O grupo, hoje composto por seis voluntários, não costuma atuar em resgate de animais, mas acolhe os que estão em situação de risco. Atualmente, cerca de 15 animais são mantidos em uma hospedagem em Maria Paula, financiada com a contribuição de amigos e outros protetores. Cada cão é levado para receber cuidados veterinários e fica abrigado até que surja algum interessado em adotá-lo.
O presidente da Comissão de Defesa dos Animais da OAB-RJ, Reynaldo Velloso, quer que o Ministério Público proponha ações de dano moral coletivo em casos de maus-tratos.
“Queremos que, além da criminalização, os autores desse tipo de conduta sejam alvos de ações de dano moral coletivo, pois a sociedade é sujeito passivo, como mostra a grande repercussão nesses casos”,  afirma.
Fonte: O Globo

FALTA SEDE

Amigos criam ONG para proteger animais em Picos. Um grupo de amigos está desenvolvendo um projeto de criação de uma Organização Não Governamental (ONG) em Picos para cuidar de animais abandonados. A ONG recebe o nome de APAPI (Amigos Protetores dos Animais de Picos) e está sendo desenvolvida para cuidar inicialmente de cães e gatos.  De acordo com Felipe Coelho – um dos articuladores da ação – a ONG começou com esforços individuais, e a partir de ideias comuns entre amigos, a APAPI foi criada. “Eu já cuidava de uns animais, e através de encontro com outras pessoas que também cuidavam e se preocupavam com a questão do abandono, chegamos num consenso para massificar a ação”, conta.  O trabalho da APAPI será voltado para o acolhimento e tratamento dos animais. A partir da criação do espaço físico, os animais serão cuidados e terão um abrigo provisório, já que o objetivo principal é a adoção.  A APAPI ainda não tem uma sede, de acordo com Jovana Cardoso, coordenadora Municipal de Direitos Humanos e livre orientação sexual, o prefeito de Picos, Kleber Eulálio, se comprometeu a doar os materiais para a construção do espaço físico, desde que os organizadores da ONG consigam o terreno.  “Este é um trabalho que deve ser dado ênfase porque os animais também são vidas e toda vida deve ser preservada, tirar os animais da rua, dar a eles um lugar, você esta dando uma vida descente a eles. Esse grupo atuava há vários anos e provocou a prefeitura municipal através de uma reunião para ver a possibilidade de apoio e parceria”, contou Jovana Cardoso.  Hanibal Lopes, que também integra a organização, afirmou que parcerias com médicos veterinários, donos de pet shop e comerciantes de ração de animais, estão sendo feitas para ajudar no cuidado dos cães e gatos. “É importante o apoio de toda a sociedade. Nós vamos criar uma conta no banco para receber doações, e também temos uma fan page no Facebook para que qualquer pessoa possa entrar em contato e ser um colaborador”, pontuou.  A ONG está buscando parceria também com o Centro de Zoonoses de Picos. O objetivo é evitar o sacrifício dos animais recolhidos e dar um lar a eles. Há também o projeto de realizar a histerectomia – retirada do útero – nas cadelas para evitar a procriação indesejada.  O grupo está confeccionando camisetas, que foram doadas pela prefeitura de Picos, para comercializar, a fim de que a renda seja destinada à APAPI. O trabalho é voluntário e conta com parcerias e apoio da sociedade.  O trabalho da APAPI será voltado para o acolhimento e tratamento dos animais. A partir da criação do espaço físico, os animais serão cuidados e terão um abrigo provisório, já que o objetivo principal é a adoção.  A APAPI ainda não tem uma sede, de acordo com Jovana Cardoso, coordenadora Municipal de Direitos Humanos e livre orientação sexual, o prefeito de Picos, Kleber Eulálio, se comprometeu a doar os materiais para a construção do espaço físico, desde que os organizadores da ONG consigam o terreno.  “Este é um trabalho que deve ser dado ênfase porque os animais também são vidas e toda vida deve ser preservada, tirar os animais da rua, dar a eles um lugar, você esta dando uma vida descente a eles. Esse grupo atuava há vários anos e provocou a prefeitura municipal através de uma reunião para ver a possibilidade de apoio e parceria”, contou Jovana Cardoso.  Hanibal Lopes, que também integra a organização, afirmou que parcerias com médicos veterinários, donos de pet shop e comerciantes de ração de animais, estão sendo feitas para ajudar no cuidado dos cães e gatos. “É importante o apoio de toda a sociedade. Nós vamos criar uma conta no banco para receber doações, e também temos uma fan page no Facebook para que qualquer pessoa possa entrar em contato e ser um colaborador”, pontuou.  A ONG está buscando parceria também com o Centro de Zoonoses de Picos. O objetivo é evitar a morte dos animais recolhidos e dar um lar a eles. Há também o projeto de realizar a histerectomia – retirada do útero – nas cadelas para evitar a procriação indesejada.  O grupo está confeccionando camisetas, que foram doadas pela prefeitura de Picos, para comercializar, a fim de que a renda seja destinada à APAPI. O trabalho é voluntário e conta com parcerias e apoio da sociedade.  Estiveram presentes o presidente Felipe Coelho e as Protetoras Meirinha, Aylane e Fátima Miranda. Eles chegaram ao Zoonoses por volta das nove da manhã, já levando uma cadelinha de cerca de um mês, encontrada perambulando pelas ruas do bairro (foto, branquinha, dentro de uma gaiola) e só terminaram o mutirão por volta das 11h, quando as protetoras ainda voltaram para deixar leite para a filhote, que ainda nem come sozinha.  A preocupação inicial dos Protetores era verificar a situação do local, já que receberam diversas ligações, com informações de que muitos animais teriam sido apreendidos ontem à noite nas ruas do bairro São Sebastião, próximo à Prefeitura de Picos, mas nenhum foi levado ao Centro de Zoonoses que também nega que tenha efetuado tal operação.  “Não dava para ver o carro, mas apenas que três homens estavam pegando os cachorros da rua” disse uma moradora.  Depois de levados ao Zoonoses, os animais, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, são mortos após três dias, sem que o tutor tenha ido resgatá-los.  “Animais saudáveis ou doentes acabam morrendo dessa forma sem que a gente possa fazer muita coisa, porque ainda não temos um local adequado para abrigá-los enquanto eles são tratados, vacinados, alimentados, castrados e doados. tantos os cachorros como os gatos estão na mesma situação”, disse Felipe Coêlho.  A APAPI entregou um ofício ao Coronel Wagner Torres, Comandante do 4º BPM solicitando que seja cedido, pelo menos em caráter temporário e de urgência, o local onde antes funcionava o Corpo de Bombeiros de Picos, na Av. N. Senhora de Fátima, que está desativado com a transferência da unidade para sede própria.  A resposta deve sair essa semana e depende do aval do Comando Geral da Polícia Militar: “Estamos confiantes de que conseguiremos o espaço, até porque realizamos também uma ação de importante utilidade pública quando retiramos das ruas animais doentes ou em situação de risco, atropelados e mutilados, que podem transmitir doenças como raiva ou calazar, ou mesmo atacar alguém, já que estão com fome, acuados e com medo. Muitas vezes atacam para se defender, mas quando encontram alguém que os trate com carinho e respeito, e os alimente, são dóceis e amigos.” concluiu o presidente da APAPI.  A Protetora Fátima Miranda entrou em contato com os vereadores Maté e Iata Rodrigues na tarde de sábado (21), e disse que ambos se prontificaram a dar todo o apoio necessário para que a Associação possa dar continuidade ao trabalho que vem realizando: “Eles se comprometeram, elogiaram o trabalho feito e se colocaram à disposição para ajudar a nossa causa, que termina sendo a de todos, inclusive a daqueles – e são muitos, infelizmente – que não gostam dos animais, já que tirando-os das ruas, essas pessoas estarão livres de vê-los perambulando em busca de comida nas portas das casas e nos estabelecimentos comerciais. Muitas pessoas, inclusive, que auxiliam esses cães e gatos abandonados, alimentando-os, ao final do dia, em suas próprias calçadas, acabam comprando briga com vizinhos e outras pessoas que não concordam com o gesto. Nós entendemos que eles não queiram os animais por perto e pedimos a essas pessoas que nos entendam em nossa luta pela preservação da vida digna para qualquer espécie, até porque maus-tratos hoje é crime. E você quer tratamento mais cruel do que deixar ao relento, doente, com fome e frio?” disse ela.  Fonte: Apipa
Amigos criam ONG para proteger animais em Picos. (Fotos: Fátima Miranda)
Um grupo de amigos está desenvolvendo um projeto de criação de uma Organização Não Governamental (ONG) em Picos para cuidar de animais abandonados. A ONG recebe o nome de APAPI (Amigos Protetores dos Animais de Picos) e está sendo desenvolvida para cuidar inicialmente de cães e gatos.
De acordo com Felipe Coelho – um dos articuladores da ação – a ONG começou com esforços individuais, e a partir de ideias comuns entre amigos, a APAPI foi criada. “Eu já cuidava de uns animais, e através de encontro com outras pessoas que também cuidavam e se preocupavam com a questão do abandono, chegamos num consenso para massificar a ação”, conta.
O trabalho da APAPI será voltado para o acolhimento e tratamento dos animais. A partir da criação do espaço físico, os animais serão cuidados e terão um abrigo provisório, já que o objetivo principal é a adoção.
A APAPI ainda não tem uma sede, de acordo com Jovana Cardoso, coordenadora Municipal de Direitos Humanos e livre orientação sexual, o prefeito de Picos, Kleber Eulálio, se comprometeu a doar os materiais para a construção do espaço físico, desde que os organizadores da ONG consigam o terreno.
“Este é um trabalho que deve ser dado ênfase porque os animais também são vidas e toda vida deve ser preservada, tirar os animais da rua, dar a eles um lugar, você esta dando uma vida descente a eles. Esse grupo atuava há vários anos e provocou a prefeitura municipal através de uma reunião para ver a possibilidade de apoio e parceria”, contou Jovana Cardoso.
Hanibal Lopes, que também integra a organização, afirmou que parcerias com médicos veterinários, donos de pet shop e comerciantes de ração de animais, estão sendo feitas para ajudar no cuidado dos cães e gatos. “É importante o apoio de toda a sociedade. Nós vamos criar uma conta no banco para receber doações, e também temos uma fan page no Facebook para que qualquer pessoa possa entrar em contato e ser um colaborador”, pontuou.
A ONG está buscando parceria também com o Centro de Zoonoses de Picos. O objetivo é evitar o sacrifício dos animais recolhidos e dar um lar a eles. Há também o projeto de realizar a histerectomia – retirada do útero – nas cadelas para evitar a procriação indesejada.
O grupo está confeccionando camisetas, que foram doadas pela prefeitura de Picos, para comercializar, a fim de que a renda seja destinada à APAPI. O trabalho é voluntário e conta com parcerias e apoio da sociedade.
O trabalho da APAPI será voltado para o acolhimento e tratamento dos animais. A partir da criação do espaço físico, os animais serão cuidados e terão um abrigo provisório, já que o objetivo principal é a adoção.
A APAPI ainda não tem uma sede, de acordo com Jovana Cardoso, coordenadora Municipal de Direitos Humanos e livre orientação sexual, o prefeito de Picos, Kleber Eulálio, se comprometeu a doar os materiais para a construção do espaço físico, desde que os organizadores da ONG consigam o terreno.
“Este é um trabalho que deve ser dado ênfase porque os animais também são vidas e toda vida deve ser preservada, tirar os animais da rua, dar a eles um lugar, você esta dando uma vida descente a eles. Esse grupo atuava há vários anos e provocou a prefeitura municipal através de uma reunião para ver a possibilidade de apoio e parceria”, contou Jovana Cardoso.
Hanibal Lopes, que também integra a organização, afirmou que parcerias com médicos veterinários, donos de pet shop e comerciantes de ração de animais, estão sendo feitas para ajudar no cuidado dos cães e gatos. “É importante o apoio de toda a sociedade. Nós vamos criar uma conta no banco para receber doações, e também temos uma fan page no Facebook para que qualquer pessoa possa entrar em contato e ser um colaborador”, pontuou.
A ONG está buscando parceria também com o Centro de Zoonoses de Picos. O objetivo é evitar a morte dos animais recolhidos e dar um lar a eles. Há também o projeto de realizar a histerectomia – retirada do útero – nas cadelas para evitar a procriação indesejada.
O grupo está confeccionando camisetas, que foram doadas pela prefeitura de Picos, para comercializar, a fim de que a renda seja destinada à APAPI. O trabalho é voluntário e conta com parcerias e apoio da sociedade.
Estiveram presentes o presidente Felipe Coelho e as Protetoras Meirinha, Aylane e Fátima Miranda. Eles chegaram ao Zoonoses por volta das nove da manhã, já levando uma cadelinha de cerca de um mês, encontrada perambulando pelas ruas do bairro (foto, branquinha, dentro de uma gaiola) e só terminaram o mutirão por volta das 11h, quando as protetoras ainda voltaram para deixar leite para a filhote, que ainda nem come sozinha.
A preocupação inicial dos Protetores era verificar a situação do local, já que receberam diversas ligações, com informações de que muitos animais teriam sido apreendidos ontem à noite nas ruas do bairro São Sebastião, próximo à Prefeitura de Picos, mas nenhum foi levado ao Centro de Zoonoses que também nega que tenha efetuado tal operação.
“Não dava para ver o carro, mas apenas que três homens estavam pegando os cachorros da rua” disse uma moradora.
Depois de levados ao Zoonoses, os animais, conforme o protocolo do Ministério da Saúde, são mortos após três dias, sem que o tutor tenha ido resgatá-los.
“Animais saudáveis ou doentes acabam morrendo dessa forma sem que a gente possa fazer muita coisa, porque ainda não temos um local adequado para abrigá-los enquanto eles são tratados, vacinados, alimentados, castrados e doados. tantos os cachorros como os gatos estão na mesma situação”, disse Felipe Coêlho.
A APAPI entregou um ofício ao Coronel Wagner Torres, Comandante do 4º BPM solicitando que seja cedido, pelo menos em caráter temporário e de urgência, o local onde antes funcionava o Corpo de Bombeiros de Picos, na Av. N. Senhora de Fátima, que está desativado com a transferência da unidade para sede própria.
A resposta deve sair essa semana e depende do aval do Comando Geral da Polícia Militar: “Estamos confiantes de que conseguiremos o espaço, até porque realizamos também uma ação de importante utilidade pública quando retiramos das ruas animais doentes ou em situação de risco, atropelados e mutilados, que podem transmitir doenças como raiva ou calazar, ou mesmo atacar alguém, já que estão com fome, acuados e com medo. Muitas vezes atacam para se defender, mas quando encontram alguém que os trate com carinho e respeito, e os alimente, são dóceis e amigos.” concluiu o presidente da APAPI.
A Protetora Fátima Miranda entrou em contato com os vereadores Maté e Iata Rodrigues na tarde de sábado (21), e disse que ambos se prontificaram a dar todo o apoio necessário para que a Associação possa dar continuidade ao trabalho que vem realizando: “Eles se comprometeram, elogiaram o trabalho feito e se colocaram à disposição para ajudar a nossa causa, que termina sendo a de todos, inclusive a daqueles – e são muitos, infelizmente – que não gostam dos animais, já que tirando-os das ruas, essas pessoas estarão livres de vê-los perambulando em busca de comida nas portas das casas e nos estabelecimentos comerciais. Muitas pessoas, inclusive, que auxiliam esses cães e gatos abandonados, alimentando-os, ao final do dia, em suas próprias calçadas, acabam comprando briga com vizinhos e outras pessoas que não concordam com o gesto. Nós entendemos que eles não queiram os animais por perto e pedimos a essas pessoas que nos entendam em nossa luta pela preservação da vida digna para qualquer espécie, até porque maus-tratos hoje é crime. E você quer tratamento mais cruel do que deixar ao relento, doente, com fome e frio?” disse ela.
Fonte: Apipa

AJUDA DIGITAL

Cães e gatos são os principais alvos de maus-tratos. Na fotos, bichinhos de estimação de Janaína e Laís (Crédito: Mariana Borges / CBN)  A universitária Janaína Günter ama animais. Tutora de quatro gatos, todos resgatados na rua, ela não mede esforços para socorrer bichanos em situação de abandono. Até hoje ela lembra o primeiro resgate, o de Branquinha, de oito anos, que foi encontrada às margens de uma avenida da zona Oeste do Rio.  ‘Há mais mais ou menos uns sete anos eu adotei meu primeiro animal, que foi um gato. Esse primeiro, a gente pegou porque estava numa gaiolinha e a gente se apaixonou. Um outro a gente pegou porque uma das patinhas traseira era atrofiada. Tem uma outra que meu tio era dono e jogou fora. Aí, pegamos.’  Além dos gatos, Janaína também é tutora de um bassê, muitas vezes rejeitado até encontrar um lar. A universitária ainda ajuda outros cães, encontrando famílias para eles.  A jornalista Laís Fernandes costuma fazer o mesmo. Após adotar uma cadela que teve o rabo mutilado, ela passou a usar as redes sociais para buscar tutores para animais abandonados. Quem vê a SRD Branquinha hoje nem imagina os maus bocados pelos quais passou. Ela era alimentada e recebia carinho da vizinhança. Um dia, sumiu. Quando reapareceu, ferida, Laís assumiu a responsabilidade de cuidar da cadela.  ‘Minha mãe viu ela na rua, me ligou e falou assim: ‘Laís, Branquinha está sem rabo’. Aí eu falei: ‘a gente vai pegar e vai cuidar. Eu não tenho dinheiro, mas vou pedir ajuda às pessoas’.’  Uma vaquinha feita por uma rede social ajudou a cobrir as despesas do veterinário. A internet foi responsável também por trazer à tona, há duas semanas, o caso de animais que sofriam maus-tratos na Região Serrana do Rio. Fotos feitas em um sítio em Teresópolis mostraram dezenas de cães em pequenas caixas, com fome, sem água e se alimentando das próprias fezes. O caso foi denunciado ao Ministério Público.  No início de fevereiro, um vídeo postado também em uma rede social causou revolta. O empresário carioca Rafael Hermida foi flagrado espancando duas cadelas. O MP também interviu e propôs que ele prestasse serviços no canil da Polícia Civil do Rio. Além de limpar o espaço, ele também teria que pagar cinco mil reais para compra de ração.  O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB Rio, Reynaldo Velloso, defende este tipo de atuação do MP. Para ele, a legislação prevê penas muito brandas.  ‘Nesses casos, em que tem uma comoção social, a gente entende que tem que ter uma ação de dano moral coletivo, que é uma ação pecuniária, em dinheiro. E isso aí pode ser revertido depois em um fundo ambiental, um fundo animal.’  A procuradora de Curitiba Camila Caneparo defende que mais do que o endurecimento de penas, é preciso investir em educação. Ela acompanhou a aplicação de uma política pública local que integra diversas secretarias municipais na luta contra os maus-tratos: a Rede de Defesa e Proteção Animal.  ‘A questão é respeitar. Não é preciso gostar, nem muitas vezes ter. Mas no mínimo [é preciso] respeito e não pegar o animal e abandoná-lo e nem maltratá-lo, porque isso sim é abominável.’  Segundo o Núcleo de Repressão aos Maus-tratos de Animais do Rio, o número de denúncias cresceu 300% em seis meses. Hoje, mais de 70% das ocorrências feitas na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente dizem respeito a este tipo de delito. Em São Paulo, quase metade das investigações feitas pela Delegacia de Maus-Tratos a Animais e demais infrações contra o Meio Ambiente são referentes a agressões a animais.  O veterinário Roberto Teixeira explica que é possível perceber uma mudança no comportamento dos animais que são agredidos.  ‘Assim como uma criança, os animais começam a manifestar alguma alteração de comportamento e medo extremo: era uma animal que brincava, que se relacionava bem com todo mundo, não tinha medo de visitas. E ele passa a ser um animal extremamamente apavorado,. [Quando] chega perto de determinadas pessoas, urina. Não quer brincar.’  Prestes a completar 72 anos, a Suipa, Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, no Rio, é pioneira no cuidado a animais abandonados. Mais de 4500 animais, entre gatos, cães e cavalos, vivem no abrigo. Quem quer adotar um animal doméstico, além de levar documentos, precisa comprovar que gosta e quer cuidar do animal para passar pelo crivo da instituição.  Fonte: CBN
Cães e gatos são os principais alvos de maus-tratos. Na fotos, animais domésticos de Janaína e Laís
(Crédito: Mariana Borges / CBN)
A universitária Janaína Günter ama animais. Tutora de quatro gatos, todos resgatados na rua, ela não mede esforços para socorrer bichanos em situação de abandono. Até hoje ela lembra o primeiro resgate, o de Branquinha, de oito anos, que foi encontrada às margens de uma avenida da zona Oeste do Rio.
‘Há mais mais ou menos uns sete anos eu adotei meu primeiro animal, que foi um gato. Esse primeiro, a gente pegou porque estava numa gaiolinha e a gente se apaixonou. Um outro a gente pegou porque uma das patinhas traseira era atrofiada. Tem uma outra que meu tio era dono e jogou fora. Aí, pegamos.’
Além dos gatos, Janaína também é tutora de um bassê, muitas vezes rejeitado até encontrar um lar. A universitária ainda ajuda outros cães, encontrando famílias para eles.
A jornalista Laís Fernandes costuma fazer o mesmo. Após adotar uma cadela que teve o rabo mutilado, ela passou a usar as redes sociais para buscar tutores para animais abandonados. Quem vê a SRD Branquinha hoje nem imagina os maus bocados pelos quais passou. Ela era alimentada e recebia carinho da vizinhança. Um dia, sumiu. Quando reapareceu, ferida, Laís assumiu a responsabilidade de cuidar da cadela.
‘Minha mãe viu ela na rua, me ligou e falou assim: ‘Laís, Branquinha está sem rabo’. Aí eu falei: ‘a gente vai pegar e vai cuidar. Eu não tenho dinheiro, mas vou pedir ajuda às pessoas’.’
Uma vaquinha feita por uma rede social ajudou a cobrir as despesas do veterinário. A internet foi responsável também por trazer à tona, há duas semanas, o caso de animais que sofriam maus-tratos na Região Serrana do Rio. Fotos feitas em um sítio em Teresópolis mostraram dezenas de cães em pequenas caixas, com fome, sem água e se alimentando das próprias fezes. O caso foi denunciado ao Ministério Público.
No início de fevereiro, um vídeo postado também em uma rede social causou revolta. O empresário carioca Rafael Hermida foi flagrado espancando duas cadelas. O MP também interviu e propôs que ele prestasse serviços no canil da Polícia Civil do Rio. Além de limpar o espaço, ele também teria que pagar cinco mil reais para compra de ração.
O presidente da Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB Rio, Reynaldo Velloso, defende este tipo de atuação do MP. Para ele, a legislação prevê penas muito brandas.
‘Nesses casos, em que tem uma comoção social, a gente entende que tem que ter uma ação de dano moral coletivo, que é uma ação pecuniária, em dinheiro. E isso aí pode ser revertido depois em um fundo ambiental, um fundo animal.’
A procuradora de Curitiba Camila Caneparo defende que mais do que o endurecimento de penas, é preciso investir em educação. Ela acompanhou a aplicação de uma política pública local que integra diversas secretarias municipais na luta contra os maus-tratos: a Rede de Defesa e Proteção Animal.
‘A questão é respeitar. Não é preciso gostar, nem muitas vezes ter. Mas no mínimo [é preciso] respeito e não pegar o animal e abandoná-lo e nem maltratá-lo, porque isso sim é abominável.’
Segundo o Núcleo de Repressão aos Maus-tratos de Animais do Rio, o número de denúncias cresceu 300% em seis meses. Hoje, mais de 70% das ocorrências feitas na Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente dizem respeito a este tipo de delito. Em São Paulo, quase metade das investigações feitas pela Delegacia de Maus-Tratos a Animais e demais infrações contra o Meio Ambiente são referentes a agressões a animais.
O veterinário Roberto Teixeira explica que é possível perceber uma mudança no comportamento dos animais que são agredidos.
‘Assim como uma criança, os animais começam a manifestar alguma alteração de comportamento e medo extremo: era uma animal que brincava, que se relacionava bem com todo mundo, não tinha medo de visitas. E ele passa a ser um animal extremamamente apavorado,. [Quando] chega perto de determinadas pessoas, urina. Não quer brincar.’
Prestes a completar 72 anos, a Suipa, Sociedade União Internacional Protetora dos Animais, no Rio, é pioneira no cuidado a animais abandonados. Mais de 4500 animais, entre gatos, cães e cavalos, vivem no abrigo. Quem quer adotar um animal doméstico, além de levar documentos, precisa comprovar que gosta e quer cuidar do animal para passar pelo crivo da instituição.
Fonte: CBN

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